Tempo escasso das horas passadas
Vida corrida sem qualquer permissão
Reside um cuco assustado e frio
Em toques de escuridão e de razão
Sem lembrança de mera mudança
Vivendo o dia na mesma agonia.
Madeira apodrecida a dar as cinco
As sete batem com o mesmo afinco
Tudo rompe e nada se resta
Nem mesmo o cuco, que já não presta.
Mudou o relógio, mudou o cuco
Mudou a morte, mudou o luto
A vida muda quando as horas passam
Porque os relógios já não descansam.
As nove vão e a tristeza vem
O relógio olha não vê ninguém
O tempo passa o largo caminho
E o novo cuco já está partido.
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