segunda-feira, 9 de maio de 2011

Uivar

Vejo a lua cair sobre a noite
Uivando o cão morto pelas ruínas da dor
Fugitivo à vida que acolhe a saudade
Ou a partida de um sonhador
Cai a chuva que molha a cidade
Fazendo a limpeza nocturna à vaidade

Quando a certeza apodera a vergonha
Sentimos a alma brilhar com sentido
Algo comprado? Algo oferecido?
Quem sabe … Quem o saberá?

Nasce a aurora fria e rasgada
Com algo sóbrio para oferecer
Ninguém a liga, ninguém a vê
Nunca consegue responder aos porquês
Dizendo-lhe sempre que a vida é assim
Caminha o cão que uiva sem fim

Pois quando a certeza apodera a vergonha
Sentimos a alma a brilhar com sentido
Não é comprado nem oferecido
È visto o saber como algo infinito
Mas nunca ninguém nos responde aos porquês …

Nenhum comentário:

Postar um comentário